AVISO DE PAUTA – Política / movimento indígena / entrevista coletiva
MOVIMENTO INDÍGENA E ENTIDADES CIVIS EM MOBILIZAÇÃO CONTRA A POLÍTICA INDIGENISTA DO GOVERNO LULA
O Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI) e outras entidades civis vão anunciar, em uma entrevista coletiva, no próximo dia 31 de março, quinta-feira, às 10h, na sala da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (Plenário 16 do Anexo II), o “Manifesto de Abril” e uma série de eventos e protestos, que acontecerão em todo o País durante o mês de Abril, contra a política indigenista do governo Lula. Chamada de “Abril Indígena”, a mobilização deverá contar com um grande acampamento, na Esplanada dos Ministérios, na última semana do mês, e manifestações regionais, nos estados, na penúltima semana.
O manifesto critica as ações do governo federal para a área indígena em geral e denuncia o agravamento do problema da saúde indígena, a demora em homologar em área contínua a Terra Indígena Raposa-Serra do Sol e a proposta de uma “moratória” para novas demarcações, entre outros casos emblemáticos. Para as organizações que assinam o documento, a política indigenista oficial é marcada pelo “descaso e continuísmo” e o governo Lula, por incrível que pareça, tornou-se antiindígena.
De 24 de abril a 3 de maio, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, acontecerá um grande acampamento indígena apelidado de “Terra Livre”. Serão armadas cinco malocas onde ocorrerão plenárias, oficinas e seminários. Além de criticar a ausência e a ineficiência de políticas públicas específicas para os índios, também deverão ser discutidas propostas alternativas, como a criação de um Conselho Nacional de Política Indigenista com a participação de organizações indígenas e outras instituições da sociedade civil. A expectativa é de que mais de 800 indígenas de todo o País estejam presentes. O acampamento termina no dia 3 de maio, quando se reunirá com uma marcha da Via Campesina, entidade internacional de trabalhadores rurais.
O FDDI é composto pelas seguintes entidades: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho Indígena de Roraima (CIR), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Instituto Socioambiental (ISA), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Comissão Pró-Yanomami (CCPY). O “Abril Indígena” é apoiado ainda por outras organizações como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC).
Mais informações: Paulino Montejo (Coiab) – 323-5068 / comunicacao@coiab.com.br Priscila D. Carvalho (Cimi) – 9979-6912 / 322-7582 / imprensa@cimi.org.br Murilo Caldas (CTI) – 349-7769 / murilo.caldas@trabalhoindigenista.org.br Oswaldo Braga (ISA) – 9972-1268 / 3035-5104 / oswaldo@socioambiental.org.br
Escrito por GipirA às 18h17
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História/Indíos/Brasil/França
MOSTRA "BRASIL iNDÍGENA" LANÇA ANO DO bRASIL NA FRANÇA
Por: Daniela Fernandes (de Paris)
Foi aberta ao público nesta quarta-feira em Paris a exposição Brasil Indígena, que lança oficialmente o Ano do Brasil na França. O evento, realizado no Museu do Grand Palais, um dos espaços culturais mais nobres da capital, ganhou grande destaque na imprensa francesa. A exposição traça um vasto panorama da cultura indígena brasileira, da pré-história aos dias de hoje. São 350 objetos, entre máscaras, ornamentos em plumas, jóias e cerâmicas, entre muitos outros.
É a primeira vez que uma mostra tão ampla sobre os índios brasileiros é apresentada fora do Brasil. Como introdução à mostra, há imagens da Amazônia realizadas pelo fotógrafo Arthur Omar.
Veja imagens dos objetos em exibição (O link está no endereço citado abaixo)
Brasil Indígena apresenta de forma cronológica peças de tribos de várias partes do país. A estética da arte indígena também é colocada em evidência nessa mostra. O antropólogo Luís Donisete Benzi Grupioni, um dos curadores da exposição, diz que ela representa uma oportunidade única porque reúne pela primeira vez um grande número de objetos, pertencentes a diferentes museus, muitos deles europeus.
A exposição se inicia com a apresentação de uma importante coleção de urnas funerárias e estátuas de representações humanas em cerâmicas Marajoara e Maracá, tradições arqueológicas da Amazônia.
São culturas que antecederam aos índios brasileiros. Nesta seção arqueológica da exposição, além de obras de culturas como a Marajoara (de 400 a.C. a 1.400 d.C.), também estão presentes os povo Aristé e Santarém (de 900 d.C. a 1.600 d.C.), entre outros.
Segundo estudos recentes, a cerâmica teria aparecido no Amazonas 7 mil anos antes de Cristo. A exposição apresenta uma coleção importante de cerâmicas da arte pré-colombiana da Amazônia.
Outro ponto forte da exposição, na avaliação do curador, são as máscaras Jurupixuna, tribo que viveu na Amazônia até o século 18. Objetos de outros povos que desapareceram durante a colonização também estão presentes na mostra.
As onze máscaras Jurupixuna expostas foram coletadas pelo viajante português e baiano Alexandre Rodrigues Ferreira, no século 18, e pertencem hoje a diferentes instituições portuguesas.
A seleção de objetos de arte plumária, realizados por vários povos indígenas, também tem grande destaque nesta exposição. Há também uma importante coleção de máscaras, vindas de inúmeros museus e que representam diferentes rituais.
"Elas são apresentadas em um ambiente único, e o visitante tem a sensação de entrar em um ritual indígena", diz o curador.
"O objetivo dessa exposição é mostrar a antigüidade da produção estética das sociedades que deram origem aos índios e mostrar também as produções contemporâneas", afirma Grupioni.
Outra coleção reunida e apresentada pela primeira vez no Grand Palais é a do antropólogo francês Claude-Levy Strauss, autor do célebre Tristes Trópicos, com peças que ele coletou no Brasil na década de 30.
Esses objetos são atualmente divididos entre o Brasil e a França. A exposição se encerra com essa sala dedicada a Levy-Strauss.
A mostra apresenta ainda fotografias e filmes sobre os índios. Colares, bolsas e artefatos indígenas também estão fazendo sucesso na butique do museu. O movimento nos caixas foi intenso já durante a festa de inauguração da exposição.
Brasil Índigena, no Museu do Grand Palais, em Paris, será apresentada até 27 de junho.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/03/050323_indioscl.shtml
Escrito por GipirA às 14h13
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ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA E GANHE UM PRÊMIO
Assinale qual das alternativas abaixo você considera essencial à sua sobrevivência:
( )Saber um pouco de tudo.
( )Saber muito sobre um assunto.
Escrito por GipirA às 13h14
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Como?
Gostaria muito de conseguir definir sobre que leis meu universo será guiado, mas esta tarefa parece tão difícil... Não considero fácil definir quem será meu guia neste espaço onde tudo parece ser luz.
De mim mesma
Escrito por GipirA às 17h54
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""O MUNDO SE TRANSFORMA EM ESSÊNCIA, EM DESTRUIÇÃO ESSENCIAL DO PASSADO"."
Autor: Roland Barthes, em "Mitologias"
Buscar na Web "Roland Barthes, em "Mitologias""
Categoria: Citação
Escrito por GipirA às 17h51
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Índios
Soja avança para o norte e destrói entorno do Território Indígena Krahô
Desde que a soja foi introduzida ao norte do Tocantins, o povo Krahô e pequenos produtores rurais da região vivem dias de tensão e incerteza. A região de aproximadamente 700 km de fronteira entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, conhecida por abrigar cabeceiras e nascentes de rios que formam uma das três grandes bacias hidrográficas do Brasil (Amazônica), uma grande variedade de frutas nativas e animais silvestres está sendo transformada em um verdadeiro deserto. Estudos de impacto ambiental alertam que em pouco tempo essa área, uma das maiores biodiversidades do planeta, pode se tornar inóspita, e já traz sérios problemas ao povo indígena Krahô, que vive tradicionalmente da coleta de frutos, caça e pesca.
A chegada de grandes produtores de soja aos municípios de Goiatins, Campos Lindos, Recursolândia, Santa Maria do Tocantins, Pedro Afonso e Itacajá, vindos do sul do Brasil e do exterior, vem mudando numa velocidade assustadora a relação homem-natureza nessas áreas. Posseiros, pequenos agricultores que há mais de 70 anos utilizam os recursos da terra de forma não-predatória, estão pressionados, desesperados, sendo obrigados a trocar a vida rural pelas periferias das grandes cidades para não serem vítimas dos agrotóxicos utilizados na produção da soja.
Hoje, enormes plantações do cereal chegaram aos quintais das casas desses agricultores, aos portões das escolas de seus filhos, contaminando o ar, a terra e a água dos rios. Quando escutam o barulho do avião borrifador, adultos e crianças fecham as janelas e portas, trancam-se dentro de casa, antes que o agrotóxico contamine tudo. Na safra anterior, o envenenamento matou uma criança com um ano de idade, logo após o avião ter passado sobre sua residência, na comunidade Vão Grande (Serra do Centro); e um adulto, Sr. Inácio Brandão Lopes, de 40 anos, que não conseguiu escapar do veneno, na mesma região (casos denunciados ao Ministério Público). Com a safra atual, a tendência é aumentar o número de mortes.
A maioria desses pequenos produtores está ilhada, desestimulada e impotente para ajudar a conter a devastação da área que sempre proveu sua subsistência. Outros, ainda acreditam que a resistência é possível e necessária. Estes habitam regiões acidentadas, pequenos morros e platôs de rocha, inviáveis para o agronegócio. E clamam por socorro. Pedem auxílio ao Governo, ONGs, sociedade em geral e demais responsáveis pelas questões fundiárias e ambientais do País.
Por meio deste vídeo-denúncia, o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), pequenos proprietários, povo indígena Krahô e associações locais querem chamar a atenção da opinião pública e principalmente dos agentes públicos para a urgente necessidade de se colocar essa discussão em pauta. Pois, o avanço da fronteira do agronegócio tem modificado a estrutura fundiária e ambiental do entorno de inúmeros grupos indígenas que vivem no cerrado brasileiro, chegando também ao entorno das terras indígenas Kanela, no centro-oeste maranhense. É necessário unir imediatamente forças e canalizá-las na busca de alternativas para esta triste realidade. Caso contrário, os povos indígenas do Tocantins e Maranhão estarão fadados ao confinamento dentro de seus Territórios.
A permanência de pequenos proprietários na área de entorno do território indígena Krahô é de extrema importância para a sobrevivência deste povo. São esses pequenos agricultores que formam um corredor de proteção natural do povo Krahô e promovem o aproveitamento, manejo e extrativismo responsável dos recursos naturais do cerrado. Por meio de projetos desenvolvidos naquela área, durante anos de trabalho conjunto, estão sendo criadas alternativas econômicas e de geração de emprego e renda para índios e pequenos produtores, contribuindo para a conservação daquele ambiente e para a construção de um novo modelo de desenvolvimento, não-predatório e sustentável.
Veja no mapa abaixo a localização exata da área indígena Krahô:

Fonte: Centro de Trabalho Indigenista (http://www.trabalhoindigenista.org.br)
Escrito por GipirA às 16h31
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Notícias ambientais
Ibama reúne municípios para explicar o plano de manejo do Parque Nacional de Ilha Grande |
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Curitiba (04/03/05) - A superintendência do Ibama no Paraná vai realizar uma reunião na próxima quinta-feira, em Curitiba, para apresentar os objetivos do plano de manejo do Parque Nacional de Ilha Grande, em fase final de elaboração pela ONG Mater Natura. Representantes da Mater farão uma exposição dos locais do parque integralmente protegidos e dos cenários que poderão receber atividades externas.
O coordenador-geral de Ecossistemas, Pedro Eymar Melo, também vai explicar as principais diretrizes ambientais do governo, em conversa com deputados, prefeitos e empresários dos municípios onde se localiza a unidade de conservação, na divisa com Mato Grosso do Sul. “A reunião será uma oportunidade para se saber o que é mito e o que é realidade a respeito do plano de manejo deste patrimônio natural que é o parque”, informa Marino Gonçalves,superintendente do Ibama/PR.
As lideranças e a população da região noroeste do estado estão apreensivas sobre a situação de atividades econômicas no trecho do rio Paraná que atravessa o Parque Nacional, principalmente as pescas profissional e amadora, as navegações comercial e turística e, ainda, a extração de areia.
Segundo Marino, as unidades de conservação são vistas pelo governo como fator de desenvolvimento social, cultural, ambiental e também econômico, ao contrário do que muitos continuam a alardear afirmando que a proteção ambiental vai contra o progresso econômico.
“O plano de manejo do Parque de Ilha Grande também terá de se adequar à nova realidade brasileira. Estamos buscando o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, continuamos trabalhando para combater a pobreza das populações”,esclarece Marino.
Outro ponto a ser destacado é que o Parque de Ilha Grande é uma das áreas com prioridade da direção nacional do Ibama para solucionar a questão da regularização fundiária. Desde a sua criação, em 1997, ainda no governo FHC, os ilhéus retirados da área do parque não haviam sido indenizados.
A atual superintendência criou internamente a comissão de regularização fundiária, com o objetivo de solucionar esta dívida social. Em 2004 foram feitos todos os levantamentos dos processos administrativos e judiciais, e atualizados em conformidade com a legislação.
Em 2005, serão realizadas as vistorias em conjunto com os técnicos do Incra/PR para se estabelecer o valor das indenizações. “Tudo indica que ainda neste primeiro semestre o Ibama começará a efetuar os pagamentos das indenizações. Já existem recursos para isso e o Parque Nacional de Ilha Grande é prioridade nacional do Ibama”, afirma Marino Gonçalves.
Ascom/Ibama/Pr Claudio Silva |
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Escrito por GipirA às 07h54
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Pós-graduação - Passaporte Carimbado
Caros viajentes deste infinito virtual:
Para quem gosta de conhecer a infinidade do mundo real e os caminhos que a mente humana pode percorrer dou uma dica: continuar a estudar!!! Tudo bem, tem quem não goste de livros e ache a teoria secundária, mas o mundo não dá voltas sem ter uma razão e compreende-la é importante para não despencarmos no precipício da ignorância... Nossa... chega de teoria... hehehe Quer prática, faça especialização. Minha sugestão (totalmente gratuita e com qualidade comprovada por mim mesma) a pós-graduação da Universidade Tuiuti do Paraná. O site? www.utp.br e o telefone (41) 331-7663. Dê uma olhada e depois me conte se não estou certa!!!
Um forte abraço e até a próxima parada.
Escrito por GipirA às 10h50
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