Jogos Indígenas
Estado do Pará realiza III Jogos Tradicionais Indígenas
O Estado do Pará realiza em agosto o III Josgos Tradicionais Indígenas do Pará, a exemplo dos Jogos dos Povos Indígenas realizados todos os anos, em diferentes estados do país. O evento acontece entre 18 e 23 e conta com a participação de 600 atletas indígenas, 13 etnias paraenses e três convidadas do Amazonas, Tocantins e Mato Grosso do Sul. Os jogos indígenas têm os objetivos de resgatar, promover e incentivar as atividades desportivas-culturais indígenas regionais e nacionais.
Sob a coordenação do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), a Secretaria Executiva de Esporte e Lazer do Estado do Pará, em parceria com a Prefeitura Municipal de Conceição do Araguaia, região Sul do Estado, a cada ano aperfeiçoa o evento para melhor apresentar a origem e as tradições dos povos regionais.
Estarão participando do III Josgos Tradicionais Indígenas do Pará os povos indígenas paraenses: Aikewara, Apyterewa, Araweté, Assurini do Tocantins, Assurini do Xingu, Gavião Kyikatêjê-Parkatêjê, Guarani, Kayapó, Munduruku, Parakanã do Tocantins, Tembé, Wai-Wai e Xikrin. E entre os povos convidados: Matis (AM), Xerente (TO) e Terena (MTS).
Para mais informações sobre o III Josgos Tradicionais Indígenas do Pará clic no endereço www.pa.gov.br.
Categoria: Agenda
Escrito por Giselle Ap. Piragis - GipirA às 18h15
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Nota...

Hoje partiu para o encontro com seus antepassados um dos fundadores do primeiro movimento indígena no Brasil e criador do nome, UNIND - União das Nações Indígenas, o líder do Povo Bororo - Paulo Miriacureu, Paulinho Bororo como era chamado por seus amigos e companheiros.
Paulinho Bororo que junto com Idjarruri Karajá, Nabor Tuxá, Marcos Terena, Carlos Terena, Curerrete Karajá, Paulo Xavante, Estevão Bakairi, Satu Kanela, formavam o time da UNIND, foi o primeiro indígena da Nação Bororo a questionar o papel dos Salesianos entre suas comunidades, a ponto de nos últimos anos, criar uma aldeia fora da reserva de Merure, a fim de reconstruir a identidade de seu Povo como o cerimonial Bororo, as danças, a língua e as tradições.
Membro do Comitê Intertribal - ITC e conselheiro dos Jogos dos Povos Indígenas, Paulinho Bororo sonhava ver sua nova aldeia construída diante da promessa do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, em liberar os recursos necessários para isso, mas morreu sem ver essa reconstituição concretizada.
No dia 22 de Abril, dia do descobrimento do Brasil, na terra de Cunhambebe, Bertioga, litoral de São Paulo, Paulinho Bororo que estava internado no hospital local com um avançado tumor maligno em seu estomago, fez questão de sair do hospital e enfrentar uma garoa fina para encontrar com a equipe de jovens indígenas que estavam participando da VI Festa Nacional do Índio, quando então, todos os líderes participantes, liderados por Carlos Terena, Iuraru Karajá e Pirakuman Yawalapiti, decidiram fazer uma homenagem a um companheiro que mesmo fraco devido a doença, estava ali, firme, sendo aplaudido e aplaudindo seu povo no caminho da dignidade.
Hoje, dia 23 de Maio de 2006, Paulinho Bororo, respirou pela última vez o vento dessa vida e passou a caminhar nos rastros de seus antepassados na mesma aldeia que sonhara construir para os novos tempos de seu Povo.
Líder Indígena de verdade, sabia falar com dignidade e respeito, a tal ponto que num de seus discursos contra a catequese e a ditadura militar na SBPC de 1981 em Salvador, cansado de ser apupado enquanto falava, bradou a todos os estudantes e professores para que parassem de interrompe-lo, pois os povos indígenas lutavam pela terra e pelo respeito e uma aliança entre negros, brancos e índios, era melhor que um aplauso de emoção.
Assim, nossa homenagem ao verdadeiro criador da UNIND - União das Nações Indígenas, Paulo Miriacureo, Paulinho Bororo, como aquele que soube liderar seu povo em busca do resgate territorial, da soberania cultural e da autonomia econômica e social como Bororo!
Marcos Terena
Presidente do Comitê Intertribal (ITC)
COMITÊ INTERTRIBAL - ITC Memória e Ciência Indígena
Escrito por Giselle Ap. Piragis - GipirA às 18h06
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Aprendizados de uma viajante...

De Mala e Cuia encerra esta viagem, o próximo destino está um pouco além das montanhas. A jornada será longa e definitiva, aliás, como tudo na vida... afinal um passo caminhado sempre será mais um, jamais menos um.
De Mala pronta e Cuia em mãos, até a próxima parada!
Escrito por Giselle Ap. Piragis - GipirA às 13h23
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Aprendizados de uma viajante....
Direito de ser brasileiro
Aldeias no Mato Grosso do Sul sofrem com a fome e o genocídio de suas culturas
Há meses os noticiários da maior rede de comunicação brasileira divulgou a situação de comunidades indígenas no estado do Mato Grosso do Sul, onde crianças estavam morrendo com a desnutrição. Muito foi especulado, depois dos das reportagens, sobre as condições de sobrevivência destes povos, inclusive a de que os índios eram os responsáveis.
Desde agosto do ano passado o De Mala e Cuia tem conversado com as lideranças destas comunidades, lideranças indígenas do país e profissionais de diferentes áreas envolvidos com o problema e todos confirmam que nada de efetivo mudou depois grande divulgação formada sobre o problema destas aldeias. As coisas continuam as mesmas em sua base. O assistencialismo fortificou-se amenizando as dores de consciência de muitos. Já algum tempo roubaram as lanças com as quais os índios pescavam. A miséria destes povos não pode ser resumida a precárias e insuficientes sestas básicas, nem a falta de água potável e saneamento básico, isto são conseqüências. E se for para falar em moral, legislação, não há efetivo cumprimento dos direitos humanos, previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948.
Os meios de comunicação cumpriram seu papel levando a outra parcela da população brasileira - e parte da mundial - informações sobre o fato. O que muitas pessoas ainda desconhecem é que os problemas destas aldeias do MS se repetem, e repetem, e repetem, em diferentes aldeias, de diferentes etnias em todo Brasil, de Norte a Sul, sim, no Sul! Do Rio de Janeiro para baixo também existem aldeias. Onde muitas pessoas se quer sabem que existem índios morando dentro de sua cidade, ou logo ali, na região metropolitana onde passam os ônibus que pegam diariamente para o trabalho. E eles, os índios, ventem roupas, mesmo aquelas que não são usadas para pano de chão. Eles mais parecem com aqueles índios do MS, que não tem comida, nem água, nem direito de ser brasileiro. Onde as crianças passam fome e os maracás teimam em falar a pedido dos pajés. Onde a fé é o que ainda parece ter restado, mesmo que em alguns casos como um ritual de semelhança e não mais essência.
 fONTE: Não diivulgada a pedido. Em São Vicente/SP... criança sem atendimento da FUNASA.
A miséria destes povos e o genocídio destas culturas são o retrato do que descendemos. É a história dos que nasceram de culturas descobertas, vista e revista e não jamais revisada apenas atualizada. Uma mimese constante, a retórica que faz previsões. A política que reproduz a cartografia do descobrimento,com a ignorância dos que hoje fecham os olhos única diferença com aqueles que ontem tinham os olhos fechados pelo medo do que poderiam ver.
Click aqui e veja um vídeo produzido pela TV Câmara, sobre as dificuldades enfrentadas pelas comunidades do Mato Grosso do Sul. E segue abaixo, uma sugestão de leitura: Direito ao Pão Novo, uma pesquisa que questiona as políticas indigenistas, apresentando a realidade as mesmas comunidades citadas no link.
Escrito por Giselle Ap. Piragis - GipirA às 13h16
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Divulgação...
A onde as culturas se encontram
Já está nas livrarias Direito ao Pão Novo, um livro da advogada Tatiana Azambuja Ujacow Martins sobre a realidade dos moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru, localizadas na Reserva Indígena Francisco Horta Barbosa, no município de Dourados, estado de Mato Grosso do Sul.
No livro a autora realiza uma análise sobre os artigos a Constituição Federal, designados à população indígena. Como base para sua análise realiza uma verificação sobre as políticas indigenistas e detecta suas ações nulificantes sobre a cultura indígena, ao comparar com as realidades das comunidades visitadas. Como proposta para solucionar este problema, a autora sugere o resgate da dignidade indígena através da substituição do Direito Indigenista pelo Direito Indígena.
Tatiana Azambuja Ujacow Martins é mestre em Direito Constitucional em Dourados pela UnB, é especialista em Direito das Obrigações , graduada em direito pela UNIGRAN. É advogada, professora da UNIGRAN, professora convidada pela UFMS e membro do Conselho dos Direitos da Mulher em Dourados/MS. É pesquisadora da questão indígena, ministra palestras e colabora na Associação Indígena OPACUEY. É co-autora da obra Na fronteira: Conhecimentos e Práticas Jurídicas para a Sociedade Emancipatória, organizada por José Geraldo de Souza Junior.
Direito ao Pão Novo: Princípios da Dignidade Humana e a Efetivação do Direito Indígena
Autora: Tatiana Azambuja Ujacow Martins. Editora: Pillares, 2005. SP.
Escrito por Giselle Ap. Piragis - GipirA às 11h55
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